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TEXTO 1

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Fonte: SCLlAR, Moacyr. Ciumento de Carteirinha: uma aventura de Dom Casmurro, 1 a edição . São Paulo: Ática , 2006.

"Águas em Grama Pouca" por Amanda

Em Novo Paraíso, morava uma menina Chamada Gabriela Moreira, ela tinha medo de absolutamente tudo, e um certo dia conheceu uma amiga que não tinha medo de nada. Elas se conheceram e foram se aproximando cada vez mais. Com isso, Gabriela Moreira foi perdendo todo o seu medo.

Com o passar do tempo, ela começou a se divertir mais e mais. Assim, na mesma semana, Gabriela foi para Grama Pouca com a família e os amigos para um passeio em piscina, mares, entre outros. Desse modo, eles começaram a se divertir, brincar e gargalhar muito.

Nisso, Gabriela Moreira acabou se afogando e a sua amiga Juliana salvou. Ela a ajudou, e sua mãe ficou muito nervosa e preocupada. Ela viu Juliana ajudando sua filha e foi agradecer chorando por ela ter salvo sua filha daquele afogamento.

Tempos depois, Gabriela começou a namorar e casou, construiu sua família e foi embora para outra cidade. Nos festejos natalinos, ela foi visitar sua família, chegando lá, todos fizeram uma festa entre amigos e família, juntas se divertiram muito. Às 00:00 horas, foram participar da santa ceia, eles comeram bastante e antes do nascer do sol todos foram para a praia, quando todos retornaram, cada um foi para sua casa.

"O cangaceiro e o coronel da seca" por Davi

Nas falácias do deserto nordestino, um homem negro olha para o horizonte de braços cruzados, seu rosto parece sangrar e sua pele pinga de suor diante daquele calor de início da tarde.

João de Aparecida, mais conhecido por sua alcunha de “o cangaceiro”, passa com seu cavalo pelas redondezas de Sergipe, estado onde ele passa a maior parte de seu tempo:

- Que seca braba, o açude até secou! - dizia ele com seu sotaque nordestino. De repente, seu cavalo começou a galopar na direção contrária.

O animal correu até ao ponto de encontrar uma carroça cheia de espigas de milho, e começou a comê-las.

João saiu de seu cavalo e foi ao encontro da carroça, onde descobriu que era de uma fazendeira em Carira. Ao longe, João viu um vulto, como se fosse uma miragem, ao chegar mais perto, o cangaceiro se assustou:

- Cruz credo!

Era um corpo de um homem que havia morrido sentado. O homem aparentava ter 30 e poucos anos, era negro e muito forte, o sangue escorria pelo seu corpo e caia sobre o chão seco.

- Comé que pode um homi morrê sentado, meu Deus!!!

Triste com aquela situação, João pegou seu cavalo e foi rumo à Carira tirar satisfação com o fazendeiro que era dono daquela carroça, pois sabia que o homem negro não morreu por nada, e sim foi assassinado.

Urubus rodeavam a cidade de Carira e chicoteadas eram ouvidas a metros de distância; a situação não estava muito boa por lá.

Ao chegar na entrada da cidade, João se deparou com uma cena terrível: negros e indígenas estavam acorrentados e levavam chicoteadas a todo instante.

João perguntou a um deles:
- O que está tendo aqui?
O homem respondeu ofegante:
- Estamos indo às fábricas de milho.
- Acorrentado? – questionou João.
- Coronel Atrúncio dominou minha aldeia e matou toda a minha família,

desde então ele vem nos obrigando a trabalhar.
Surpreso e com muita raiva, João quebrou todas as correntes em um

piscar de olhos.
Como fizestes isso? – gritou uma mulher.
- Eu tenho uma habilidade que ocês não têm.
Mais ao fundo, um capanga de Atrúncio se enfureceu.
- O que você fez com a mercadoria?!
Puxando uma arma, o homem deu 5 tiros em João. Com o disparo dos

tiros, a poeira do chão se levantou e ao se dissipar revelou que João estava intacto.

- Como isso é possível?!!

João então disse:

- Quando eu tinha 5 anos, me afoguei num açude que eu brincava na época. Minha mãe não estava lá e eu acabei apagando. No escuro eu vi uma luz e acordei sentado ao lado do açude, não me lembro de mais nada depois disso, sei que ganhei minhas habilidades assim.

- Deixe de laia e lute como homem! – gritou o capanga.

Do chão começou a se formar bolhas e águas gigantes que prenderam o homem.

- Agora me diga onde está Atrúncio? – perguntou João.

- Ele está no centro, na sua casa, no centro da cidade – gritou o capanga, gemendo de dor.

João saiu disparado ao centro, onde avistou um gigantesco casarão florido, iluminado por postes de luz e velas. Atrúncio, um homem velho, de cabelos grisalhos, estava sentado na sacada do casarão.

- Os vozinhos agora vendem escravos? – berrou João em baixo da casa.

- Saia daqui antes que eu lhe quebre a cara, moleque. Você não sabe com quem tá mexendo – Atrúncio não tinha ido muito com a cara de João.
- Apois, então, venha aqui e quebre minha cara, seu velho burguês!

Atrúncio não gostou de ter sido comparado com um burguês, então o coronel pulou na direção de João, cravando um buraco no chão.

- O que você quer? – gritou Atrúncio na frente de João, revelando que tinha mais de dois metros de altura.

- Achei um homem morto na entrada e ao chegar aqui vi que você escraviza negros e indígenas, eu, assim, exijo que liberte a todos.

Atrúncio riu e deu um soco com uma força enorme em João, que voou cinco metros, batendo contra o casarão.

- Seu burguês safado! não sabe que não é assim que se trata as visitas?!

Atrúncio entrou em fúria e voou na direção de João, o golpeando com diversos socos.

- Não é só você que tem habilidade sobre-humanas.

No lugar onde João foi golpeado, começou a secar sua pele e foi se desnutrindo.

- Eu tenho o poder de secar quase tudo – gritou Atrúncio.
- Ainda bem que minhas habilidades envolvem água.
João fez com que seu braço se tornasse um chicote de água e atirou em

Atrúncio, mas a água simplesmente evaporou.
- Vamos acabar logo com isso – disso o coronel.
De repente, o centro simplesmente sumiu e tudo se tornou seco. A terra

queimava os pés e a temperatura subiu mais 7 graus.
A terra subiu aos céus e formou um gigantesco globo de areia e terra,

daquilo se emanava cargas imensas de energia.
- Adeus, tão famoso cangaceiro.
Aquela bola de areia foi mandada ao chão com toda a força, da cidade só

se viu a luz que aquilo tudo emitiu. Quando a poeira abaixou, lá estava ele, João segurou todas aquelas toneladas de terra com suas mãos.

- Não me subestime.

De repente, o corpo de João se tornou água e o chão em sua volta virou simplesmente um mar revolto.

Tudo se explodiu e desmanchou sobre a terra, Atrúncio caiu fraco ao chão e logo João o encontrou.

- Não me mate, por favor! – disse chorando Atrúncio.

- Eu não mato ninguém não, não sou homem de fazer isso. Agora, me diga por que matou aquele homem?

- Não o matei, eu o vendi a uma anciã em São Cristóvão, não sei o que aconteceu depois – disse Atrúncio.

João se decepcionou em ouvir aquilo e decidiu que iria até o fim para saber o que aconteceu.

O cangaceiro voltou, soltou todos os escravos e mandou levar Atrúncio à delegacia da região.

João pegou seu cavalo e partiu à cidade de São Cristóvão, mas isso já é outra história.

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TEXTO 2

Fonte: SCLlAR, Moacyr. O Mistério da Casa Verde, 2 a edição . São Paulo: Ática , 2008.

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TEXTO 3

"Dois segundos" por Emanuela

Em uma cidade chamada Dorilândia, havia um homem chamado João Pedro, que estava fazendo faculdade aos seus 25 anos. Certo dia, enquanto estava esperando o ônibus, ele se lembrou que esqueceu de fazer um texto da faculdade e então quando estava fazendo percebeu que fez todo aquele texto o mais rápido que o normal, em dois segundos. Desse modo, quando ele estava fazendo, percebeu que fez todo aquele texto mais rápido que o normal, em dois segundos. Logo, ele ficou preocupado e perguntava a si mesmo:

- O que está acontecendo comigo?
Quando ele chega à sua faculdade, fala com seu melhor amigo Guilherme. - Oi, Guilherme.
- Boa tarde, João Pedro. Você fez o texto de ontem?
- Fiz.
- Passe para mim, por favor
E João Pedro, ainda preocupado com aquilo que tinha acontecido... Então a professora chega e passa outro texto, João Pedro sabendo aquilo

que tinha acontecido esperou a prof.a chamar os outros alunos e quando estava chegando na sua vez ele começou a fazer o seu, quando novamente consegue. Assim, ele chega em casa e vai conversar com a sua mãe:

- Mãe?!
- Oi, meu filho!
- Mãe, é normal escrever um texto em 2 segundos?
- Filho, não, só aqueles que têm superpoderes.
- Ah!
- Por que, meu filho?
- Por nada não, mãe.
Um ano se passou e João Pedro se formou. Ele resolveu trabalhar e

também resolveu ser um super-herói. Porém, quase nada tinha para ele fazer com aquele superpoder, assim anos se passam.

Então, em um tempo depois, Dorilândia estava com milhões e milhões de papéis para assinar ou se não assinasse em 2 segundos a pequena cidade ia falecer e então ele ficou sabendo e lá foi ele.

- Boa tarde. Posso ajudar?
As pessoas já o conheciam e falaram:
- Pode sim, por favor, rápido nós só temos 5 segundos! Você pode assinar

todos os papéis no meu nome.
E ele conseguiu salvar a pequena cidade. Porém, infelizmente ele perdeu

o seu superpoder por conta de um feitiço que jogaram sobre ele.

Fonte: SCLlAR, Moacyr. Uma história só para Mim, 16 a edição . São Paulo: Atual Editora , 2005.

Sobre

Sobre

Um dos grandes entraves no ensino de Língua Portuguesa é a prática leitora, partindo deste pressuposto, o site “LETRAS E LEITURAS” iniciou suas atividades no primeiro semestre de 2023 para minimizar com a problemática da falta de hábito de leitura. A plataforma LETRAS E LEITURAS tem o intuito de divulgar O Objeto de Aprendizagem desenvolvido pela pós-graduada em língua portuguesa Cicera Souza Costa, durante o mestrado Profissional do profletras na Universidade Federal de Sergipe – Itabaiana - Sergipe: Podcast dos Contos Autorais de Super-Herói gravados, e os contos autorais na modalidade escrita dos alunos do 8º ano do Ensino Fundamental em uma Escola pública de Carira – Sergipe nos anos 2022/2023 - resultado da prática intervencionista de retextualização. Dedica-se também à fomentação e divulgação de textos, contos e gêneros textuais variados produzidos pelos alunos ao decorrer da trajetória docente. Uma forma de aliar o fazer pedagógico à construção interativa do conhecimento do aluno, e possibilitar um novo olhar e mudança de perfil do professor em relação à prática leitora.

OBS.: Os podcasts e textos autorais dos alunos publicados aqui, foram devidamente autorizados pelo Conselho de Ética, e futuramente os autores e autoras destes contos, quando atingirem a maioridade poderão divulgar sua autoria.

© 2024 por Cicera Souza Costa.

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